Companhia Estadual de Jazz - CEJ

De John Coltrane a João Donato, tudo passado no Samba-Jazzificator System!

A CEJ - Companhia Estadual de Jazz - é um quarteto formado por Sergio Fayne no piano, Fernando Clark na guitarra, Chico Pessanha na bateria e Reinaldo Figueiredo no contrabaixo.

A Companhia Estadual de Jazz vem se apresentando desde 1998 em vários bares, casas noturnas e centros culturais do Rio de Janeiro. Além disso, já participou de alguns eventos muito especiais, como o Festival Internacional de Jazz de Montréal, no Canadá, e o Festival Blues & Jazz , em Búzios. O grupo tocou também na Bienal do Livro (entrega do Prêmio Jabuti), no Sesc Rio Fashion Business (no Museu de Belas Artes) e no Circuito Rio Show de Gastronomia, no Museu de Arte Moderna, onde apresentou seu show Cardápio, com um repertório de "música gastronômica".

O grupo já lançou dois CDs, mas sempre privilegiou a música ao vivo. Os discos têm o mesmo clima das suas jamsessions , onde eles fazem um som instrumental improvisado e com balanço, baseado em standards e em temas brasileiros. É um jazz quente e tropical. Um estilo que pode ser chamado de “hard bop samba jazz”. Um som inspirado em Tom Jobim e Dizzy Gillespie, Horace Silver e João Donato, Miles Davis e Moacir Santos.

E nas suas animadas jamsessions já pintaram, para dar uma canja, figuras como Claudio Roditi, Paulinho Trompete, Carlos Malta, Jean-Pierre Zanella, Gabriel Grossi, Guilherme Dias Gomes, José Carlos Bigorna e Marcos Amorim. (A CEJ já teve entre seus integrantes Guilherme Vianna no sax e André Barion na guitarra).

O mais recente CD do grupo tem o título Via Bahia, com o repertório todo baseado em temas que têm a ver com a Bahia. Tudo, como sempre, naquele clima quente de samba-jazz tropical... O repertório desse CD também foi apresentado no Festival Internacional de Jazz de Montréal, no Canadá, em 2009 (com participação de Guilherme Vianna e Jean-Pierre Zanella).

CEJ - Companhia Estadual de Jazz: quem é quem.

Sergio Fayne

Sergio Fayne

Nos anos 60 e 70 era violonista e flautista. Fez parte do quarteto de flautas que acompanhava Tom Jobim. Acompanhou também Nana Caymmi, Leny Andrade e Roberto Carlos. Fez jingles, publicidade, produção musical e, depois, não se sabe bem porque, acabou virando restaurateur e abriu o Árabe da Gávea. O tempo passou e, nos anos 90, de repente resolveu ser pianista. E não é que deu certo? Confiram seus solos nos CDs e nas apresentações da Companhia Estadual de Jazz.

Chico Pessanha

Chico Pessanha

Nos anos 60 era sócio de carteirinha do Clube de Jazz e Bossa, que funcionava nas tardes de domingo na boate Little Club. Lá via e ouvia de perto o seu ídolo, o lendário baterista Edison Machado, junto com Victor Assis Brasil , Meireles e outras feras. De lá pra cá Chico Pessanha vem castigando o couro da sua batera em várias situações , desde jamsessions de jazz até apresentações com seus filhos (Chico e Leonardo) , relembrando Hendrix, Clapton e Santana.

Reinaldo

Reinaldo Figueiredo

Nos anos 60, depois de ver ao vivo a Leny Andrade com o Bossa Três, saiu comprando tudo que era disco de trio piano/baixo/bateria. Começou uma carreira de músico e trabalhou em publicidade, compondo jingles. Mais tarde, mudou de ramo, entrando para a equipe de cartunistas do semanário de humor O Pasquim. Em 1984, foi um dos criadores do jornal mensal O Planeta Diário. Nos anos 80 e 90, participou como baixista de todos os shows musicais do grupo Casseta& Planeta. Desde 1998, toca contrabaixo na Companhia Estadual de Jazz (CEJ). Desde 2013, produz e apresenta o programa “A Volta ao Jazz em 80 Mundos”, na Rádio Batuta (rádio de internet do Instituto Moreira Salles).

Fernando Clark

Fernando Clark

Guitarrista e produtor. Participa dos seguintes projetos:
- Companhia Estadual de Jazz (CEJ), grupo instrumental carioca.
- Conexão Rio, grupo de bossa nova, com 2 CDs lançados. O primeiro com o saxofonista Raul Mascarenhas e o segundo com o trombonista e arranjador Vittor Santos.
- Tributo a Chet Baker, com Nico Rezende e Guilherme Dias Gomes.
- Tributo a Wes Montgomery, uma homenagem a um dos maiores nomes da guitarra no jazz.
- Tributo a Ray Charles, projeto liderado pelo cantor Pedro Quental (Monobloco).
Fernando Clark é um dos criadores do projeto “Bossa, jazz e muito mais!” que em 5 anos, produziu mais de 700 shows nos restaurantes Vizta, no Hotel Marina Palace no Leblon e no Hotel Pestana Rio Atlântica, em Copacabana. Desde 1990, é coordenador da Escola de Música In Concert, em Ipanema.

ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE O SEGUNDO CD DA CEJ : “VIA BAHIA”

"O disco é bom à beça e o Reinaldo segura a onda da turma com uma competência de Oscar Pettiford, Eddie Safranski ou Ray Brown, que foram os grandes fiéis das balanças. O repertório também, com surpresas como "São Salvador", velha favorita minha, e "De noite na cama", é do tipo que eu defendo sempre, sem os clichês do gênero. Parabéns."

Mensagem de Ruy Castro


"Adorei o CD, está maravilhoso, perfeito, tudo em cima, repertório, arranjos e solistas - sem falar que vocês estão cada vez mais entrosados. Valeu."

Mensagem de Roberto Muggiati


"(...) Pra aumentar minha alegria, está no CD minha única parceria com Moacir Santos, Jequié. Confiram. Os rapazes não estão brincando. É música pra valer, feita com esmero por gente competente e talentosa."

Aldir Blanc, no blog Palmeira do Mangue  


"Excelente jazz, com alguns arranjos em particular muito atraentes, como o de Falsa Baiana, a faixa de que mais gostei. Parabéns a vocês."

Mensagem de Zuza Homem de Mello


   "(...) Segundo as tais notas do encarte, o crítico, um tal de Leonard Plume, topou escrever 200 palavras por apenas US$9,99 porque “eles disseram que não seria necessário ouvir a música”. E como Cláudio Roditi, lá em Nova Iorque, pagou o almoço de Plume, este aceitou a opinião do trompetista brasileiro de que a CEJ é OK (o que, na língua nativa, significa OK) . Agora, falando sério, a CEJ é realmente OK."

Luiz Orlando Carneiro, no JB, comentando o primeiro CD da CEJ, em 2000.